quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Ciclo da Timidez

Você entra em um círculo de amigos, tentando ser notado(a) o mínimo possível.
Algum amigo fala uma merda sua que você tenta fingir que não liga, mas sente vergonha.
Você começa a ficar levemente rosado(a) na bochecha, de vergonha, enquanto quer que desviem o assunto para outra pessoa.
As pessoas começam a falar APENAS de você, por você estar rosa.
Você começa a ficar vermelho(a) de vergonha, e quer sumir.
As pessoas falam mais ainda de você, pois agora está vermelho!
Você começa a ficar roxo(a) de vergonha, suando feito um(a) porco(a) e quer que o mundo acabe.
O mundo nunca acaba nessas horas.
Infelizmente.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Meu cu

Meu cu é estagiário:
só serve para fazer merda.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Marchinha de Carnaval

Eu estava na maior monotonia
Com minha namorada e meu cunhado chato
Na minha vida eu só quero putaria
Peguei o meu dinheiro e fui pra Quatro por Quatro

Que gente mais alegre
Aqui só tem curtição!
As putas são bonitas
E o boquete é muito bom!

Que gente mais alegre
Equipe fenomenal!
Com as gatas daqui como
Buceta e faço anal!

Olelê oi!

P.S.: fiz uma marchinha para a Luciana e depois parodiei minha própria marchinha...

Poesia crônica de Carnaval

Ônibus lotado. Uma fadinha ruiva, uma Mulher Maravilha (com pomo-de-adão), um Mario (aquele que fez você-sabe-o-quê-e-onde), e outras fantasias, todos gritando em coro e batendo no teto do busão: 
"Rema, rema, rema, remadô-or!
Vou botar no cu d..."
 Eis que surge o Vincent Vega confuso, carregando GIF na mão, e todos param de cantar, pois vêem que não há cobrador.
Uma menina com um humor duvidoso gritou, lá do fundo:
"Já que a gente já tá na pista..."
E a galera entendeu, e continuou batendo no teto e cantando:
"Vou botar no cu do motorista!
Se o motorista for viado..."
Nesse momento há um grito absurdo que faz silenciar depois de uns três segundos (até os retardatários perceberem que todos pararam de cantar), e olharam para a fonte do grito: um aparente mendigo, sentado, maltrapilho, com uma garrafa de plástico de vinho vagabundo na mão, olhava seriamente para a platéia que havia conseguido. Respirou fundo e com o olhar e a voz graves, falou:
"Bando de quizumbeiro do caralho, se vocês tão botando no cu de alguém, e o motorista for viado, por que vocês vão procurar a porra do delegado pra botar no cu? Pergunta se o motorista tá afim, buçanha frita! E para com essa merda de querer botar no cu de quem tá trabalhando... o motorista já tá sem cobrador, a empresa bota no cu dele todo dia, ônibus de merda pra ele dirigir, calor de suar saco e o cara de calça nesses ônibus sem ar condicionado... Ainda tem que agüentar um monte de gente batendo no ônibus e gritando que se ele for viado, vai botar no cu do delegado! Não fode! Vai todo mundo enfiar o remo no cu, cambada de escroto!"
E nesse momento as pessoas começaram a refletir. Uns chegaram à conclusão que o motorista podia ser viado, mas ativo, e não gostar de dar o cu, então botar no cu dele não seria certo; outros pensaram que é mesmo, se o motorista é viado, por que não botar no cu dele e todo mundo sai feliz, quem quer botar no cu do motorista e o motorista, que é viado; e teve quem pensou que o motorista poderia não ser viado, e aí sim faria sentido buscar o cu do delegado. Mas o negócio é que o silêncio foi instaurado naquele veículo, e as pessoas foram refletindo até descerem do ônibus. Alguns inclusive desistiram do carnaval depois disso.
E o mendigo ficou feliz que foi em silêncio para onde ia.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Haiku (Haikai é prá moralista)

Haiku (haikai é prá moralista)

Não há no mundo
Melhor junção de pêlos:
Barba e grelo

P.S.: Vá prá merda! "Mimimi mas grelo não tem pêlo..." Interprete como os pêlos que ficam na frente, não fode. Tô respeitando a métrica...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Calor desgraçado

Calor de derreter elástico. Sim, você sabe, o elástico está no lugar dele, mas colou no papel, e você puxa mas ficam resquícios de elástico no papel. Enfim, o negócio é fugir do calor.
Não tem ar condicionado, vamos prá cozinha: copo grande, limão espremido, água gelada! Taca açúcar, taca gelo; o gelo estala no copo. Essa merda tá gelada mesmo!!!
Mexe com uma colher, salivando de beber aquela maravilha... Pega o copo, prepara-se e... Gluuuuuuc gluuc. Num gole você termina com metade do copão. Tá gelado pra caralho, mas... Estranho... Não tá gostoso, não...
Porra, como pode, nesse calor, uma limonada gelada não estar boa? Olho para o pote de açúcar. E penso nessa maldita industrialização, transformando tudo, tornando tudo com cara de "limpo". Açúcar, que vem da cana, do melado, escuro, acaba no fim do processo sendo branco, fininho, igual... Sal!
Êta, buceta!!!
Foda-se, tá ruim, mas tá gelado!!!

Pequeno poema sobre o assunto:

"Calor desgraçado
Suco gelado
Gelo estalado...
Mas o pote errado..."

domingo, 3 de janeiro de 2016

Rio 50 graus

Tô chorando vendo Titanic, na hora que o Jack morre.
Choro de inveja: uma hipotermia agora cairia muito bem...
JogodavelhaRio50graus