quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Carnaval 2010 e Viagens

Bom, não posto nada há tempos por motivo de viagens. Pareço até importante... mas é tudo para entretenimento, ainda bem. Não viverei a ponto de ter que viajar a negócios, não suportaria isso. Mas como isso não é diário, venho escrever sobre outra coisa. Na verdade, só para eu nunca me esquecer, vou colocar aqui as viagens que fiz para um dia eu ler e me lembrar... e depois vou direto ao assunto, que não é interessante. Mesmo.
Vamos lá. Porto Alegre (Metallica) e Gramado; Rio das Ostras, Arraial do Cabo e passadinha por Búzios; Saquarema pro Carnaval (lambada, vomitada na cama); e se eu ainda viver, semana que vem Magé. De 27 de janeiro a 20 de fevereiro numa vida de mochileiro. Mentira. Frescurada pura. Ahora vamos lá.
Só vim atualizar esse blog para dizer uma coisa: eu odeio a Carla Perez (ou Peres, sei lá como se escreve o nome daquela bunda ambulante...). E não é por ela ser burra. Não é por ela ter enriquecido pela cultura da punheta. Não é porque a bunda dessa maldita transformou uma banda de merda de axé num dos maiores fenômenos da música brasileira da década de 90. Meu motivo do ódio pela Carla Peres (ou Perez, vou alternando para não errar sempre) é porque nesse carnaval em Saquarema, onde tocava milhares de vezes as mesmas músicas de axé, algo despertou em mim uma música do Harmonia do Samba (ficava repetindo na cabeça: começou em salvadoor, o Harmonia assim surgiiiiiuuu... arrastando multidõooooooes... e hoje tomando o Brasiiiiiiiiil...). E, caralho, eu pensei: maldita bunda de merda... por causa de algumas punhetas (muitas, na verdade), ela deu pra um cara que tinha uma banda de merda de axé na terra dele (como diz o trecho da música, suponho que seja Salvador) e promoveu um bando (uma banda, um bando, umbanda... foda-se) que provavelmente morreria cantando em aulas de lambaeróbica em Salvador.
UMA BUNDA trouxe Xandy e Harmonia do Samba às vidas de brasileiros que infelizmente convivem com a mídia escrota brasileira. E minha raiva foi passando, gradativamente (o Xandy é o que menos tenho raiva. Gente sem talento querendo se dar bem existe em todo o lugar... e ele não conseguiria sair da merda da Bahia se não fosse colocado no meio do cu da Carla Peres): Carla Peres, Gugu, Xuxa, Faustão... e eu já nem sabia mais se o Faustão ou a Xuxa tiveram alguma coisa a ver com o Harmonia do Samba, mas foda-se... tiveram a ver com o Latino, com o LS Jack (muito obrigado ao cirurgião que fez a lipo nele...), com o É o Tchan, com o Felipe Dylon, KLB, Zezé di Camargo e Luciano, e o caralho a quatro!
Indecência isso que fazem com a gente.
É por causa disso que acabamos todos dançando Beto Barbosa, em algum carnaval, regado a vinho e a vômito. E a morango... muito morango!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Dear Fucking Doll

Minha mãe
Comprou prá mim
Uma boneca de pano
E um selo de marfim
E tive que estuprar uma garota
Para aprender que a vida não é bem assim

Estuprei
Mas ela disse que queria
Não configura estupro
Ainda assim é judaria
E com a garota ao meu lado
Não sabia o que fazer
(Oh meu Deus, mas que pecado!)
E eu não acredito em Deus
Mas como sou do contra
Finjo acreditar no Diabo!
Confusão do caralho
Vai tomar no rabo!

Minha mente já urina
Um palavrão prá cada lado
Te arranca, te dou um solavanco
Vem chupar meu nabo.

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Isso é um pagode, ou samba. Eu estou cantando enquanto escrevo. Eu escrevi até a palavra "Diabo" no dia 11/01/2010, enquanto estava deitado na cama e comecei a cantar o negócio da boneca de pano e do selo de marfim, e do estupro... aí pedi papel e caneta, no meio da madrugada, para escrever minhas idéias. O resto do texto foi na empolgação, eu cantando meu samba, ou pagode, criei agora, passando pro Blog. Até que alguns sambas, como esse meu, não são tão ruins... achei legal, legal.

Fiquem com o cheiro de enxofre que sai do meu suvaco, nesse calor infernal do Rio de Janeiro, cidade de merda, sede das Olimpíadas de merda 2016. E palco da final da Copa de Merda 2014. Eu não gosto dessa mitificação do Rio de Janeiro. Não gosto mesmo.

sábado, 26 de dezembro de 2009

A quem interessar possa

Não é o meu estilo preferido. E portanto, não será mais o tipo de texto que vou colocar aqui. Acabo de mudar de idéia, no entanto, seria melhor dizer que acabo de descartar uma idéia, pois não tenho outra para colocar no lugar.
Acho que a mistura alcoólica com não-alcoólicos fazem você deixar suas idéias na privada, em pedacinhos pequenos, idéias desfragmentadas, semi-diarréicas, e dar descarga. Talvez por isso estou sem idéias.
Mas acho que vou falar de ironia. Também não. Estou puto com ironias e com orgulho alheio. Pessoas que erram, e não aceitam o seu próprio erro, e querem sair por cima dando uma de engraçadinhas. Não é assim que se usa a ironia. A ironia é mais perspicaz, deve ser colocada quando ninguém acha que você está na defensiva.
Bosta isso.
Bom, espero que esse espírito natalino cristão morra, espero que religiosos de todos os tipos e de todo o mundo morram. E espero que eu morra se eles não morrerem, porque esse mundo porco sujo pela religião é uma merda.
Maldito natal. Ano novo é meu piru.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Perdicion

Bom, faz um mês quase que não escrevo. Muita coisa aconteceu: me formei, fui a um festival de rock, andei de caiaque no sol de meio-dia, discuti por causa de religião, etc.
Foda-se isso tudo. Estou aqui apenas para mostrar minha revolta com o clima cristão-merdense que toma conta de todo mundo nessa bosta de época do ano, e falar, mais uma vez, provavelmente, que a única coisa boa dessa bosta é que é feriado e que tem muita comida gostosa na mesa. Papai Noel, Jesus Cristo e outros imbecis FILHOS DA PUTA (não da mesma puta, mas enfim...) que vivem nas mesas nessas épocas do ano, que vão tomar no cu! Se bem que estou sendo irracional aqui: como pode mandar seres tão reais quanto gnomos e fadas, fazer alguma coisa? Estaria assim reconhecendo e dando razão a todo esse baile de fantasia maligna que invade a cabeça de todos. 
Outra coisa que me emputece é essa porra de data escrota que meio que te obriga a dar presente pra todo mundo. Ah vai se foder! O negócio é presente-micareta, dado fora de época. Natal é pra fazer uma porra de uma média (e repetirei incessantemente a palavra "porra" para tudo o que se referir ao natal, porque a porra é feita de putrescina e cadaverina, duas enzimas ou algum outro tipo de substância presentes nos cadáveres, e é por isso que se você guardar uma porra vai ficar fedendo, a não ser que você guarde em um congelador, ou abaixo de uma determinada temperatura) com todo mundo, e você precisa comprar presente pra esse todo mundo. E dá-lhe presente tosco: carteira, chaveiro, blusa barata, copo, cartão escroto falando de coisas inexistentes (tipo amor, Jesus, bondade humana, etc.), etc. E para quê? Vai todo mundo ou jogar fora, ou deixar estocado lá naquele canto que ninguém mexe. Por mais que você queira às vezes, realmente aproveitar a data para dar um presente legal para alguém que você nunca dá presente, as lojas estão cheias, tá um calor filho da Maria - a mãe do filho de Deus, e o estresse do fim do ano é inevitável.
Então sugiro que todo mundo substitua os cartõezinhos toscos de "Que sua ceia seja legal com Jesus sempre abençoando sua família blablabla" e a cesta de Natal, por um envio de uma garrafa de cachaça com um papel tosco do lado: "Exú passou por aqui. Que ele e a Gira vermelha alumie todos vocês!"
Garanto que o Natal será bem mais divertido.

Sério. Cristianismo me irrita.

domingo, 22 de novembro de 2009

Mágico de Oz

Pela primeira vez na vida vi "O Mágico de Oz", o filme de 1939 com a Judy Garland. Enfim, só posso tirar uma conclusão: vivemos todos na terra de Oz.
Parece ridículo o final do filme, onde para garantir a coragem do Leão, o coração do Homem de Lata, e o cérebro do Espantalho, tudo o que o Mágico fez foi dar comprovantes que oficializavam aquilo. É risível, e tanto que ousei fazer uma piadinha na hora em que o Espantalho pede o seu cérebro, e o Mágico diz apenas que o que ele precisa é de um diploma de Universidade: "E foi assim que surgiu a Estácio" - disse eu, no meio de duas pessoas que fizeram / fazem a dita universidade. Mas foi muito explícito e sem pensar. Na verdade, todos nós buscamos isso, damos um valor imenso que reforça essa sociedade de merda em que vivemos.
E é essa crença no "Oficial" que nos tira a vida. Não buscamos amar e ser felizes com uma outra pessoa: buscamos a assinatura que comprava que a outra pessoa nos ama (e nos é fiel), diante da sociedade. Muitas vezes essa promessa passa longe da verdade, mas ao menos está escrita, e vale mais do que a palavra de uma pessoa para outra.
E é engraçado perceber que embora os personagens do filme mostrem uma vez as qualidades pelas quais o Mágico lhes dá os certificados, estes servem exatamente para aumentar a auto-estima deles, fazendo-os conviver com seus fracassos. E acho que tem gente, me incluo nisso, que corre atrás de certificados bons para desviar do fracasso que é sua vida. Gente que no boca-a-boca é unanimemente um merda, mas busca se esconder atrás de papéis medíocres de uma sociedade escrota, para se defender.
Sim, tenho um orgulho de dizer que estudei em um dos cursos mais concorridos da UFRJ; passei em três concursos públicos, e acho que no terceiro devo assumir o cargo; corro sempre atrás de cultura para saber um pouco de tudo, e passo a saber de tudo um nada. Isso para esconder a pessoa desprezível, porca, escrota, feia, sem-graça, incoerente, ridícula, ruim em vários sentidos, mentirosa, boba, chata e gorda que sou. Está no feminino porque eu falei "pessoa" que sou, porra. Animal, não sabe ler. Deve ter se formado em alguma faculdade particular. Seu merda.
E é comum a agressividade contra pessoas felizes que não têm a necessidade de se esconder atrás de títulos.

Eu acho...

P.S.: Acabo de receber mais um indício de que estou certo a meu sentido.

sábado, 24 de outubro de 2009

Aê, felicidades!

Pessoal, está passando Teleton, é época de alegria, até os aleijadinhos pulam, você também precisa estar alegre e contribuir para a alegria deles, que, como micos adestrados, dão pulinhos e esperam em troca um amendoim (no caso dos micos), ou dinheiro para a AACD, no caso dos "tonzinhos". E aliás, ontem eu vi a Hebe apresentando o Teleton, e tentei imaginar quem realmente era o deficiente na história... mas enfim, Botoxite ainda não é considerado patológica, mas como todo o histórico de doenças é uma construção social, creio que em breve a botoxite será catalogada, após deixar de ser cool.
Poxa, mas não é sobre isso que vim conversar. Na verdade, não vim conversar. O desânimo se desencontra de meu rumo, e encontro-me animado. Mas aí a monografia que tanto faço, e quanto mais faço, menos faço, essa grande filha da puta (na verdade, um arquivo do Word) me resolve sacanear e dizer que está corrompida. Corrompida vai ficar quando se materializar e tiver qualquer buraco para eu meter, porque essa merda de arquivo de computador é a praga mais desgraçada que existe no mundo. Eu quero foder cada arquivo de computador que existe no mundo! Não existe nada mais instável, inconsciente e seguidor da Lei de Murphy n°4 (se algo pode dar errado, aumenta a possibilidade de dar erro de acordo com a importância desse algo) do que um maldito arquivo de computador. Eu não tenho controle sobre isso. Mostrem-me uma buceta ou um cu de um arquivo de computador, para ver se eu não corrompo essa merda de verdade. E eu quero ver sangue agora. Bater no computador não adianta.
Cara, eu queria quebrar o Bill Gates de porrada. E Deus também, pena que a semelhança entre Deus e Bill Gates é que ambos são virtuais (na verdade, não acredito na existência de nenhum dos dois).
Mas contratarei uns Leprechauns que me ajudarão nessa saga bisonha, andando em seus besouros, como se fossem tigres, e demorando o triplo do tempo que se leva para fazer um bolo que demora mais do que um bolo demora para ser feito.
Teleton, Criança Esperança, Hebe Carmargo, Renato Aragão, vai todo mundo tomar no cu. Doem vossos ânus para essas crianças. Se bem que isso seria pedofilia... ah quer saber, foda-se a moral. Doem vossos ânus para essas crianças. PONTO.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Lugares escrotos

Estou andando no deserto. Ou então nem estou, pois deserto por deserto, a palavra perde o sentido. Entende? Nem eu. Mas sigo caminhando, buscando confortar meus pensamentos em lugares sólidos (embora abstratos e completamente o oposto daquilo que procuro, mas creio ser exatamente o que quero), e por um tempo, sempre consigo. Sempre o motivo do meu pesar é aquilo que me alegra em seguida, sentindo-me como se fosse diferente. Diferença: isso é tudo o que uma pessoa estranha e não convencional quer da vida. E eu consigo. Do jeito que eu quero.
Mas, dizem as más línguas (às quais eu rebato veementemente, blasfemando e xingando, um herege gozando na cara da deusa, que tenta castigar, mas acaba sendo seduzida para el fucking mundo de la luxúria, fazendo-me gozar por cerca de meia hora cobrindo todo o seu rosto e peitos, e engravidando-a em seguida) que há um Deus, a quem eu chamo de (caso existisse, mas mais para provocar os que crêem nele) "O Grande Filho da Puta Sádico", devido à minha falta de sorte (eu sei que os parênteses enormes atrapalham a leitura, mas leiam com o parêntese, depois, leiam o que vem antes e depois do parêntese; fará sentido, prometo) e às escrotidões em geral que vejo pelo mundo. Pelo meu mundo.
Pois bem, como disse, estava eu feliz e alegre, havia deleitado-me com uns peitos deliciosos, quando para a conclusão das brincadeiras, para arrumar meu parque de diversões orgásticas, deparo-me com uma vila. Maldita vila. Não conheço a vila, nunca ouvi falar dela. Mas foi exatamente o não-ouvir, chamado de silêncio por algumas pessoas, o que me desespera. O silêncio mata. Prefere-se ser um acéfalo do que ouvir o silêncio cortante que vem do lado. E volto a ver-me perdido em um deserto, mesmo sabendo que gritam meu nome (ou assim imaginando, já que não lembro ao certo o meu nome), e buscam-me, pedem que eu esqueça essa vila. A vila foi visitada há muito tempo atrás. Espero que as lembranças não sejam boas. Espero que não haja lembranças. Espero que as lembranças sejam tão desertas quanto o caminho que atravesso agora.
Doente e com frio; sou apenas um pobre pirata que sofre de escorbuto, e não tenho laranja ou limão para melhorar (sequer tenho um Conhecer, para saber outras alternativas), então resolvo esquecer tudo e atirar-me ao mar. Posso morrer, posso ser atacado por um tubarão, o que seria de certa forma interessante, saber o desespero de alguém que é atacado por tubarão... ou posso ainda nadar até chegar em um lugar no meio de porra nenhuma, sem merda alguma para fazer, e sem ninguém me enchendo o saco. Ou então cheio de gente com a qual não conseguirei me comunicar, eventualmente posso ser considerado um deus para essa gente, comer as melhores mulheres do local, ser adorado, bem tratado, comer as melhores frutas, etc; ou então ser visto como hostil, atacado e devorado por selvagens canibais, ou virar escravo dos mesmos, etc, etc. Não sei qual a pior opção. Mas certamente, sei a melhor.
Olha, que se fodam charretes e limusines, seguro e plano de saúde, peitos de silicone e extensores penianos. A vida toda é uma grande merda, e volta a falar: "Smile! I foquirol!"
Satisfeito.